Todos Pela Educação ouviu especialistas em formação docente sobre o tema
Mariana Mandelli
Cursar uma boa faculdade basta para ser
um bom professor? Como fazer uso de todas as metodologias e conteúdos
aprendidos? Como conseguir se aproximar dos alunos? Como ensinar e ter
certeza de que as crianças aprenderam?
Todas essas questões incomodam (ou
deveriam incomodar) o dia a dia dos cerca de 2 milhões de professores
brasileiros. E também deveriam estar presentes na reflexão dos
estudantes de Pedagogia e das licenciaturas, os futuros docentes.
Nesta reportagem, o Todos Pela Educação
ouviu especialistas em formação docente na tentativa de detectar quais
são as principais qualidades necessárias a um docente de Educação
Básica.
Didática
Saber o que ensinar é um dos fundamentos da profissão de um bom docente. O conhecimento do currículo e do projeto pedagógico da escola, bem como dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e das Diretrizes Curriculares Nacionais, são necessários para dar uma boa aula. “O domínio pleno do conteúdo a ser transmitido mostra que o professor tem competência na área na qual se formou”, explica Célio da Cunha, professor adjunto na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
Saber o que ensinar é um dos fundamentos da profissão de um bom docente. O conhecimento do currículo e do projeto pedagógico da escola, bem como dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e das Diretrizes Curriculares Nacionais, são necessários para dar uma boa aula. “O domínio pleno do conteúdo a ser transmitido mostra que o professor tem competência na área na qual se formou”, explica Célio da Cunha, professor adjunto na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
Sabe como ensinar é igualmente
importante. Se o professor não conhecer as diferentes estratégias e
metodologias de ensino, de nada adianta dominar a teoria. De acordo com
os especialistas, desenvolver estratégias para facilitar a aprendizagem,
assim como ter profundo conhecimento de como ocorre o desenvolvimento
cognitivo das crianças, fazem parte das ações dos bons professores.
“O docente deve saber criar
oportunidades para o aluno aprender com todas as ferramentas de ensino,
sejam velhas ou novas”, afirma Anna Helena Altenfelder, superintendente
do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
(Cenpec).
Os especialistas ressaltam que o
conhecimento do conteúdo e das metodologias de ensino está diretamente
ligado a uma formação inicial sólida. “Com uma boa formação, o professor
aprende a combinar teoria e prática. Isso significa que ele dominou os
conteúdos e sabe como funciona o processo de aprendizagem dos alunos”,
explica Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemman.
As novas tecnologias, por exemplo, só
fazem sentido se o professor sabe aonde quer chegar e sabe que
determinados conteúdos curriculares podem ter sua aprendizagem
facilitada por meio do uso desse ou daquele recurso digital. “O bom
professor guia os alunos no universo das tecnologias, utilizando
diferentes recursos em sala de aula e garantindo que sua exposição faça
sentido aos estudantes”, completa Mizne.
Formação continuada
Para ser professor, não basta gostar de ensinar. Tem que gostar também de aprender – ou seja, de estar sempre atualizado em relação às mais recentes pesquisas sobre como se dá a aprendizagem das crianças e, consequentemente, como ensiná-las da melhor forma. “Um bom professor vai atrás de referenciais que fundamentem seu trabalho. Ele tem que saber estudar”, afirma Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Instituto Avisa Lá.
Para ser professor, não basta gostar de ensinar. Tem que gostar também de aprender – ou seja, de estar sempre atualizado em relação às mais recentes pesquisas sobre como se dá a aprendizagem das crianças e, consequentemente, como ensiná-las da melhor forma. “Um bom professor vai atrás de referenciais que fundamentem seu trabalho. Ele tem que saber estudar”, afirma Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Instituto Avisa Lá.
Estando antenado, o docente conseguirá
avaliar seu próprio modo de lecionar. “Uma das características de um bom
professor é justamente analisar sua prática de modo crítico”, destaca a
doutora em Educação Lisbeth Cordani.
Compromisso com a aprendizagem
Administrar todos e cada um dos alunos de uma mesma turma mostra que o professor tem comprometimento com aprendizado da criança. “O docente deve saber que é direito da criança ter acesso à Educação de qualidade. Isso está na base de tudo – inclusive de seu trabalho”, diz Luciana França Leme, pedagoga e pesquisadora em Educação da Universidade de São Paulo (USP).
Compromisso com a aprendizagem
Administrar todos e cada um dos alunos de uma mesma turma mostra que o professor tem comprometimento com aprendizado da criança. “O docente deve saber que é direito da criança ter acesso à Educação de qualidade. Isso está na base de tudo – inclusive de seu trabalho”, diz Luciana França Leme, pedagoga e pesquisadora em Educação da Universidade de São Paulo (USP).
É preciso compreender a diversidade
presente na sala de aula por meio de uma visão humana dos diferentes
perfis de estudante. “Reconhecer e respeitar as diferenças sociais,
culturais, étnicas e raciais é muito importante. Existem grupos de
crianças historicamente excluídas que estão no sistema de ensino agora –
e a escola, por excelência, é onde todos as diferenças se encontram”,
define Elba de Sá Barreto, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.
Demonstrar interesse por ouvir os alunos
ajuda a ganhar a confiança deles além criar vínculos. “Gostar de
crianças e adolescentes é gostar dos alunos. É preciso gostar do
sujeito”, afirma Carlos Artexes Simões, professor do Centro Federal de
Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ).
Formação cultural
O bom professor também deve estar sempre atualizado, informado e interessado, buscando cultura e novos conhecimentos. “É aquilo a que chamamos de visão de mundo. O docente deve ser um sujeito engajado na sua realidade, com uma postura crítica e de vontade de conhecer cada vez mais os bens culturais disponíveis”, sintetiza Ricardo Martins, consultor legislativo da Câmara dos Deputados na área de Educação.
O bom professor também deve estar sempre atualizado, informado e interessado, buscando cultura e novos conhecimentos. “É aquilo a que chamamos de visão de mundo. O docente deve ser um sujeito engajado na sua realidade, com uma postura crítica e de vontade de conhecer cada vez mais os bens culturais disponíveis”, sintetiza Ricardo Martins, consultor legislativo da Câmara dos Deputados na área de Educação.
“Entender o valor do conhecimento na
vida de todos nós é essencial, nos transforma – e isso ninguém tira da
gente”, afirma Regina Scarpa, consultora pedagógica da Fundação Victor
Civita. “Ser professor, portanto, é desempenhar uma função social, de
muita responsabilidade.”
Conhecer o território, o que inclui
compreender o perfil da comunidade do entorno da escola também é
importante para lidar com os estudantes que a frequentam. “Um olhar
focado, atento e sem preconceitos para a realidade que cerca a unidade
de ensino ajuda o docente a saber quais as melhores estratégias para
lecionar para esses alunos”, afirma Anna Helena Altenfelder, do Cenpec.
Gestão
Um docente comprometido com seu trabalho também tem uma visão ampla de como funciona o sistema de ensino. “O professor deve ter conhecimento de como a sua escola se insere nesse sistema justamente para saber quais demandas a unidade de ensino deve atender”, destaca Elba de Sá Barreto, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas. “Ele não pode ser considerado um assistente social, mas também não deve estar indiferente a certas necessidades básicas e condições de vida das crianças – mesmo porque tudo isso impacta no aprendizado.”
Um docente comprometido com seu trabalho também tem uma visão ampla de como funciona o sistema de ensino. “O professor deve ter conhecimento de como a sua escola se insere nesse sistema justamente para saber quais demandas a unidade de ensino deve atender”, destaca Elba de Sá Barreto, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas. “Ele não pode ser considerado um assistente social, mas também não deve estar indiferente a certas necessidades básicas e condições de vida das crianças – mesmo porque tudo isso impacta no aprendizado.”
Saber trabalhar em equipe também aparece
como um aspecto relevante no trabalho do professor, o que inclui
estabelecer parcerias com outros professores, coordenadores e com o
diretor. “Mas isso também vale para a relação com os alunos, já que o
docente deve saber trabalhar com o coletivo de crianças e adolescentes
todos os dias”, ressalta Gisela Wajskop, diretora geral acadêmica do
Instituto Singularidades.
Avaliação
Saber usar e lidar com avaliações de diferentes tipos é imprescindível, são “termômetros” do aprendizado da turma. Os especialistas destacam que o bom professor deve saber quais as melhores ferramentas para analisar o desempenho de sua turma tanto interna quanto externamente, o que inclui saber ler e utilizar os dados das avaliações em larga escala como a Provinha e a Prova Brasil.
“O professor deve saber articular esses
dados, fazendo as informações que ele tem de sua turma conversarem com
aquelas que as provas externas revelam”, explica Luciana França Leme,
pedagoga da USP. “Isso serve até para ele fazer sua autoavaliação.”
Saber usar e lidar com avaliações de diferentes tipos é imprescindível, são “termômetros” do aprendizado da turma. Os especialistas destacam que o bom professor deve saber quais as melhores ferramentas para analisar o desempenho de sua turma tanto interna quanto externamente, o que inclui saber ler e utilizar os dados das avaliações em larga escala como a Provinha e a Prova Brasil.
Todos Pela Educação ouviu especialistas em formação docente sobre o tema
Mariana Mandelli
Cursar uma boa faculdade basta para ser
um bom professor? Como fazer uso de todas as metodologias e conteúdos
aprendidos? Como conseguir se aproximar dos alunos? Como ensinar e ter
certeza de que as crianças aprenderam?
Todas essas questões incomodam (ou
deveriam incomodar) o dia a dia dos cerca de 2 milhões de professores
brasileiros. E também deveriam estar presentes na reflexão dos
estudantes de Pedagogia e das licenciaturas, os futuros docentes.
Nesta reportagem, o Todos Pela Educação
ouviu especialistas em formação docente na tentativa de detectar quais
são as principais qualidades necessárias a um docente de Educação
Básica.
Didática
Saber o que ensinar é um dos fundamentos da profissão de um bom docente. O conhecimento do currículo e do projeto pedagógico da escola, bem como dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e das Diretrizes Curriculares Nacionais, são necessários para dar uma boa aula. “O domínio pleno do conteúdo a ser transmitido mostra que o professor tem competência na área na qual se formou”, explica Célio da Cunha, professor adjunto na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
Saber o que ensinar é um dos fundamentos da profissão de um bom docente. O conhecimento do currículo e do projeto pedagógico da escola, bem como dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e das Diretrizes Curriculares Nacionais, são necessários para dar uma boa aula. “O domínio pleno do conteúdo a ser transmitido mostra que o professor tem competência na área na qual se formou”, explica Célio da Cunha, professor adjunto na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
Sabe como ensinar é igualmente
importante. Se o professor não conhecer as diferentes estratégias e
metodologias de ensino, de nada adianta dominar a teoria. De acordo com
os especialistas, desenvolver estratégias para facilitar a aprendizagem,
assim como ter profundo conhecimento de como ocorre o desenvolvimento
cognitivo das crianças, fazem parte das ações dos bons professores.
“O docente deve saber criar
oportunidades para o aluno aprender com todas as ferramentas de ensino,
sejam velhas ou novas”, afirma Anna Helena Altenfelder, superintendente
do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
(Cenpec).
Os especialistas ressaltam que o
conhecimento do conteúdo e das metodologias de ensino está diretamente
ligado a uma formação inicial sólida. “Com uma boa formação, o professor
aprende a combinar teoria e prática. Isso significa que ele dominou os
conteúdos e sabe como funciona o processo de aprendizagem dos alunos”,
explica Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemman.
As novas tecnologias, por exemplo, só
fazem sentido se o professor sabe aonde quer chegar e sabe que
determinados conteúdos curriculares podem ter sua aprendizagem
facilitada por meio do uso desse ou daquele recurso digital. “O bom
professor guia os alunos no universo das tecnologias, utilizando
diferentes recursos em sala de aula e garantindo que sua exposição faça
sentido aos estudantes”, completa Mizne.
Formação continuada
Para ser professor, não basta gostar de ensinar. Tem que gostar também de aprender – ou seja, de estar sempre atualizado em relação às mais recentes pesquisas sobre como se dá a aprendizagem das crianças e, consequentemente, como ensiná-las da melhor forma. “Um bom professor vai atrás de referenciais que fundamentem seu trabalho. Ele tem que saber estudar”, afirma Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Instituto Avisa Lá.
Para ser professor, não basta gostar de ensinar. Tem que gostar também de aprender – ou seja, de estar sempre atualizado em relação às mais recentes pesquisas sobre como se dá a aprendizagem das crianças e, consequentemente, como ensiná-las da melhor forma. “Um bom professor vai atrás de referenciais que fundamentem seu trabalho. Ele tem que saber estudar”, afirma Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Instituto Avisa Lá.
Estando antenado, o docente conseguirá
avaliar seu próprio modo de lecionar. “Uma das características de um bom
professor é justamente analisar sua prática de modo crítico”, destaca a
doutora em Educação Lisbeth Cordani.
Compromisso com a aprendizagem
Administrar todos e cada um dos alunos de uma mesma turma mostra que o professor tem comprometimento com aprendizado da criança. “O docente deve saber que é direito da criança ter acesso à Educação de qualidade. Isso está na base de tudo – inclusive de seu trabalho”, diz Luciana França Leme, pedagoga e pesquisadora em Educação da Universidade de São Paulo (USP).
Compromisso com a aprendizagem
Administrar todos e cada um dos alunos de uma mesma turma mostra que o professor tem comprometimento com aprendizado da criança. “O docente deve saber que é direito da criança ter acesso à Educação de qualidade. Isso está na base de tudo – inclusive de seu trabalho”, diz Luciana França Leme, pedagoga e pesquisadora em Educação da Universidade de São Paulo (USP).
É preciso compreender a diversidade
presente na sala de aula por meio de uma visão humana dos diferentes
perfis de estudante. “Reconhecer e respeitar as diferenças sociais,
culturais, étnicas e raciais é muito importante. Existem grupos de
crianças historicamente excluídas que estão no sistema de ensino agora –
e a escola, por excelência, é onde todos as diferenças se encontram”,
define Elba de Sá Barreto, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.
Demonstrar interesse por ouvir os alunos
ajuda a ganhar a confiança deles além criar vínculos. “Gostar de
crianças e adolescentes é gostar dos alunos. É preciso gostar do
sujeito”, afirma Carlos Artexes Simões, professor do Centro Federal de
Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ).
Formação cultural
O bom professor também deve estar sempre atualizado, informado e interessado, buscando cultura e novos conhecimentos. “É aquilo a que chamamos de visão de mundo. O docente deve ser um sujeito engajado na sua realidade, com uma postura crítica e de vontade de conhecer cada vez mais os bens culturais disponíveis”, sintetiza Ricardo Martins, consultor legislativo da Câmara dos Deputados na área de Educação.
O bom professor também deve estar sempre atualizado, informado e interessado, buscando cultura e novos conhecimentos. “É aquilo a que chamamos de visão de mundo. O docente deve ser um sujeito engajado na sua realidade, com uma postura crítica e de vontade de conhecer cada vez mais os bens culturais disponíveis”, sintetiza Ricardo Martins, consultor legislativo da Câmara dos Deputados na área de Educação.
“Entender o valor do conhecimento na
vida de todos nós é essencial, nos transforma – e isso ninguém tira da
gente”, afirma Regina Scarpa, consultora pedagógica da Fundação Victor
Civita. “Ser professor, portanto, é desempenhar uma função social, de
muita responsabilidade.”
Conhecer o território, o que inclui
compreender o perfil da comunidade do entorno da escola também é
importante para lidar com os estudantes que a frequentam. “Um olhar
focado, atento e sem preconceitos para a realidade que cerca a unidade
de ensino ajuda o docente a saber quais as melhores estratégias para
lecionar para esses alunos”, afirma Anna Helena Altenfelder, do Cenpec.
Gestão
Um docente comprometido com seu trabalho também tem uma visão ampla de como funciona o sistema de ensino. “O professor deve ter conhecimento de como a sua escola se insere nesse sistema justamente para saber quais demandas a unidade de ensino deve atender”, destaca Elba de Sá Barreto, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas. “Ele não pode ser considerado um assistente social, mas também não deve estar indiferente a certas necessidades básicas e condições de vida das crianças – mesmo porque tudo isso impacta no aprendizado.”
Um docente comprometido com seu trabalho também tem uma visão ampla de como funciona o sistema de ensino. “O professor deve ter conhecimento de como a sua escola se insere nesse sistema justamente para saber quais demandas a unidade de ensino deve atender”, destaca Elba de Sá Barreto, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas. “Ele não pode ser considerado um assistente social, mas também não deve estar indiferente a certas necessidades básicas e condições de vida das crianças – mesmo porque tudo isso impacta no aprendizado.”
Saber trabalhar em equipe também aparece
como um aspecto relevante no trabalho do professor, o que inclui
estabelecer parcerias com outros professores, coordenadores e com o
diretor. “Mas isso também vale para a relação com os alunos, já que o
docente deve saber trabalhar com o coletivo de crianças e adolescentes
todos os dias”, ressalta Gisela Wajskop, diretora geral acadêmica do
Instituto Singularidades.
Avaliação
Saber usar e lidar com avaliações de diferentes tipos é imprescindível, são “termômetros” do aprendizado da turma. Os especialistas destacam que o bom professor deve saber quais as melhores ferramentas para analisar o desempenho de sua turma tanto interna quanto externamente, o que inclui saber ler e utilizar os dados das avaliações em larga escala como a Provinha e a Prova Brasil.
“O professor deve saber articular esses
dados, fazendo as informações que ele tem de sua turma conversarem com
aquelas que as provas externas revelam”, explica Luciana França Leme,
pedagoga da USP. “Isso serve até para ele fazer sua autoavaliação.”
Saber usar e lidar com avaliações de diferentes tipos é imprescindível, são “termômetros” do aprendizado da turma. Os especialistas destacam que o bom professor deve saber quais as melhores ferramentas para analisar o desempenho de sua turma tanto interna quanto externamente, o que inclui saber ler e utilizar os dados das avaliações em larga escala como a Provinha e a Prova Brasil.
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